Prefeitura e UFRGS dão início a Plano Habitacional de Interesse Social

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGRS) e a Prefeitura de Portão apresentaram a autoridades, lideranças setoriais e comunidade em geral o Plano Local de Habitação e Interesse Social (PLHIS), um trabalho que vai combater o déficit habitacional do município. Durante uma reunião realizada na noite de quarta, dia 12, no Galpão Crioulo, técnicos da universidade explicaram os detalhes da proposta, que prevê ações até o ano de 2020.

O professor e pesquisador Benamy Turkienicz, arquiteto coordenador do Núcleo de Tecnologia Urbana da UFRGS, ressalta que o estudo produzirá um diagnóstico das questões de habitação da cidade. “Através dele saberemos quais são os problemas do município, o tamanho deles, onde se localizam, as formas de se obter recursos federais para resolvê-los e também de evitar que aumentem no futuro”, resume. O levantamento de carências e deficiências não se limitará a casas, mas vai abranger os assuntos relacionados com a habitação, como educação, saúde, infraestrutura, lazer e acessibilidade.

De acordo com a professora Simone Leão, mestre em Planejamento Urbano e Regional pela instituição federal, o Plano engloba a participação da comunidade e vai desdobrar-se em três etapas. “A primeira etapa, que encerramos hoje (dia 12) é a da metodologia. Depois vem a segunda, a do diagnóstico habitacional, que vai de julho a setembro. Por fim, de outubro a dezembro deste ano, vem a estratégia de ação”, narra.

O corpo técnico da universidade ainda vai atualizar os dados oficiais do município, mas a interpretação dos números atuais já permite algumas conclusões. As áreas de maior carência e deficiência em termos de habitação são cinco: loteamento Flamboyant, rua João Luiz de Moraes, loteamento-ocupação Liberdade, rua São Pedro e Vila Popular (também chamada de Vila dos Piolhos, no bairro Rincão do Cascalho). Além disso, Benamy disse que a grande maioria dos portonenses precisa de ajuda do governo, mesmo que parcial, para construir a casa própria. “De cada seis famílias de Portão, cinco delas têm renda inferior a cinco salários mínimos, isto é, precisam de algum mecanismo de facilitação.”

Ainda em desenvolvimento, o Plano projeta que a demanda por novas habitações, desde 2009 até 2020, será de 1.565 unidades, considerando o crescimento populacional das últimas décadas. “Sabemos que isso não é tarefa para qualquer prefeitura resolver. E aí que entra a universidade, com seu conhecimento técnico, para ajudar a encontrar soluções.”